I am a doctoral student of Political Science. I am Portuguese, I am now living and studying in Norway and the main focus of my research is the region of South-East Europe. As a researcher, I’ve been studying the region of the Former Yugoslavia for the last four years.
This blog was created as a space where I could share my personal impressions and reflections, mostly but not only about the region.
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10 Comments
May 13, 2008 at 9:25 pm
Olá Sarah. Cheguei aqui no seu blog a partir do Harry’s Place (que já leio a alguns anos). Os seus comentários, lá e aqui, são excelentes!
No meu próprio blog eu escrevo bastante sobre o Líbiano (sem, no entanto, jamais ter estado lá). No momento, estou bastante desesperançoso com a situação; não somente porque o golpe do Hizbollah levou o país à beira da guerra civil, mas também porque a reação *contra* o HA continua seguindo as velhas linhas sectárias. No final, a maior parte dos libaneses retêm a mesma mentalidade estritamente sectária que os faz continuar seguindo o mesmo bando de cleptocratas, tiranetes hereditários e antigos criminosos de guerra (Jumblatt, Berri, Nasrallah, Frabjieh, Aoun, Hariri, etc), e estes por sua vez preferem se aliar à patronos externos a resolver suas diferenças internamente.
Os libaneses até hoje não conseguiram forjar uma verdadeira identidade nacional, e o tempo agora parece estar acabando.
May 14, 2008 at 7:13 am
Bruno, obrigada pela visita!
É muito bom ter leitores de língua portuguesa a chegar aqui!
Eu não tenho grandes conhecimentos sobre a situação actual no Líbano, apenas o que vou acompanhando pelas notícias, mas esse detalhe que refere dos adversários do Hezbollah não serem capazes ou não estarem interessados em formar uma coligação negativa para derrotar um inimigo comum é um aspecto típico das guerras civis (e também de muitas guerras internacionais, sendo que o Líbano é um misto dos dois tipos).
O caso do Líbano é verdadeiramente trágico. É interessante notar quantos conflitos decorreram ao longo do Século XX e já no Século XXI que estão relacionados com opções tomadas pelas Grandes Potências da época em que o Império Otomano/turco se desmoronou…
quanto ao tempo parecer estar acabando, há que ter esperança… se até o Cambodja parece estar a conseguir recuperar do horror que foi o domínio Kmer…
mas, retomando o meu ponto no comentário no Harry’s place, estes problemas são agravados pelo facto de que muita gente, e muita gente com poder, é incapaz de olhar para estes problemas e perceber que não estamos perante uma brincadeira, um mero jogo de estratégia.
Já que se interessa pelo Médio Oriente, sugiro-lhe que dê uma olhada no blog LA SYRIE A LA PETITE CUILLÈRE, na secção GOOD IDEAS da minha barra lateral. Trata-se de um projecto elaborado por um grupo de jovens francesas de diversas origens, incluindo a minha sobrinha, e que procura mostrar como os sírios são pessoas normais como qualquer outro povo, e assim combater o estigma que o comportamento do respectivo governo ditatorial lançou sobre a cultura síria.
May 15, 2008 at 8:07 pm
Olá Sarah! Obrigado pela resposta. De fato, foram exatamente as ruínas do império otomano, nos Balcãs e Oriente Médio, que se tornaram sinônimos de guerra sectárias intermináveis no Sec. . XX. Acho que daria para escrever estantes inteiras sobre o tema sem exauri-lo. Mas me parece que muito do conflito pode ser atribuído à combinação de um governo em linhas sectárias (a Sublime Porta outorgava às varias comunidades direitos e atribuições diferentes, e estas regulavam seus assuntos internos com relativa autonomia); a ausência de instituições liberais; e a súbita infusão das ideias nacionalistas e modernizantes europeias. Quando o governo otomano entrou em colapso, todos estes ingredientes se combinaram violentamente.
Muito interessante o site de sua filha. O meu francês é bem capenga, então vou avançando aos poucos. Mas sem dúvida nenhuma a Síria é um lugar fascinante, e tem muito mais a oferecer que os baathistas esquálidos que atualmente (des)governam o lugar.
May 15, 2008 at 8:10 pm
Alias, vc mora na França? Eu estou indo para Paris em Julho, para um colóquio de cosmologia.
May 16, 2008 at 12:06 am
Bruno, não é minha filha. É como se fosse, porque é filha da minha irmão, minha sobrinha.
O interesse do projecto está também na própria composição da equipa, que contraria o preconceito dos defensores do pseudo-multiculturalismo que acham que “cada macaco no seu galho” e revela como apesar de todos os seus problemas tantos jovens cidadãos franceses de origem não francesa lidam naturalmente com a sua integração na sociedade francesa e com a sua ligação emocional com as culturas de que são originários.
A ideia é deitar abaixo preconceitos, incluindo os preconceitos que resultam da mitificação das culturas de origem pelos descendentes de imigrantes.
Eu não moro em França… mas se gosta dessas coisas de estrelas, saiba que em Portugal o céu é muito mais bonito do que em França!
August 30, 2008 at 1:18 pm
Cara Sarah Franco,
Parabéns pelo seu blog. É da mais importante presença no planisfério cibernáutico.
Vou passar a ler e recomendar.
Estabeleci a ligação desde o http://poressemundoadentro.wordpress.com
Está convidada a visitar também.
Cumprimentos
December 6, 2008 at 9:34 pm
Dear Sarah,
which flags should I put next to your blog on my Links page? Which languages do you blog in?
December 7, 2008 at 12:19 am
Dear Amila, thanks… please, the portuguese flag because I love my national flag
, and the british flag too because I write in english.
August 12, 2009 at 6:14 pm
I hope, we will drink your cafe one day
November 6, 2009 at 4:43 pm
Hi Sarah
I’m the person who wrote the article on Harry’s Place which you commented on. I was really interested in what you had to say and the fact that you are based at NTNU (did I understand that correctly?) Can we be in direct contact? Please email me if we can.
Best wishes
Ben Cohen